sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Gelo Flambado

Delírios e controvérsias
contra versos e canções
contra ser fria
e contra ter emoções
Papeis desconexos
Verdades inconstantes
Dia-a-dia
velhas novidades do instante
O poder sobre o tempo
O tempo que se tem poder
O dia que se perde tudo
O dia em que: tudo. Se pode ter
O déjà vu final
O instante fatal,
a rosa letal.
O bem
mas...
Ah, o mal...
delírios transcrevendo
uma alma incorreta
uma mente insana
e uma péssima poeta.
Que luta então
e com toda razão
em cada frase e oração
que tranca em si.
Sim, em si.
Antes da surpresa
Antes que o mal possa variar
Antes que os valores para a variavel “x” possam mudar
Antes que tudo volte a ser com é
Antes que eu tenha sono
e não haja mais café
Ah, a fé...
a lucidez embaralhada
embriagada em tantos motivos
em tantos livros...
Que o querer demais, deixou pra traz
e então, esqueçi de ler...
No entanto, pra tudo deve haver solução...
seja um cubo de gelo
ou um risco de fogo no chão
Que a pergunta sempre seja a melhor resposta
Que sempre exista uma janela
onde não houver uma porta
Que seja, pra sempre
sabendo que isso, é muito tempo.
Que seja só
mas sempre acompanhada.
Que seja o ilusório e o abstrato
que seja só a alma gravada no retrato.
Que seja solido e inconstante
fazendo barulho nas noites
e derrubando a ipocrisia da estante
Ah!
Que seja o que for.
A coragem e o receio
que seja o brilho e o amor
que seja simplesmente
o que quer que for.
Que seje correto e cheio de razões
que entenda a vida
e tudo que não é preciso entender
tenha espaço, o bastante pra se viver
e gritar.
e dizer.
que seja eterno e pessado
mas que caiba dentro de si
que seja frio
mas que sempre seja quente aqui
Tipo, gelo.
gelo...
Gelo flambado.